Estava navegando na internet e me deparei com um artigo chamado “Drogas tô dentro”, fiquei assustada e curiosa ao mesmo tempo. Ele fala sobre o que é ético ou não mais o que me chamou a atenção foi o conselho que ele dá aos pais sobre como falar sobre drogas com os filhos. Transcrevo abaixo uma parte do artigo.
" Drogas Tô Fora _ ...quando alguém lhe oferecer, nunca aceite. As drogas são a maior desgraça para o ser humano, destrói a dignidade, felicidade, alegria, a saúde. Vai te levar para o fundo do poço. Os teus amigos que hoje lhe oferecem drogas te abandonarão quando você estiver na pior...O diálogo acima não traz contradições, mas devido à questão ética não demonstra toda a verdade. Todo e qualquer ato negativo, acontecido por acidente ou por vontade própria, traz um ganho positivo. Assim, no uso de drogas, tem que haver algum ganho positivo, e este ganho tem que ser considerado.
Drogas Tô Dentro _ ...as drogas são algumas das maravilhas do mundo. O estado alucinógeno deve ser (ou é , se já experimentou) fantástico....Está é a parte em que as drogas lhe trazem um ganho positivo. ...as drogas lhe dão estes benefícios, mas em compensação lhe tiram a dignidade, a felicidade, a alegria e a saúde. As drogas realmente são muito boas, visto que o preço a pagar é a própria vida. A questão é: será que vale a pena? Quando chega a hora de pagar o valor exigido, a maioria dos usuários dizem não ter valido a pena...Quando os pais não falam dos ganhos positivos em que as drogas trazem, oculta uma verdade que poderá causar danos para o filho que fará uso pela primeira vez. Todo e qualquer conceito negativo, que os pais tenham passado, quanto às drogas, se transformará, a nível inconsciente, em uma grande mentira. Isso ocorre porque a parte negativa não será evidenciada, pois ela depende de um tempo para que ocorra. Naquele momento, sendo a primeira vez, só existe o lado positivo, este trará os benefícios (prazeres) que as drogas proporcionam."
Este texto me fez pensar. Realmente muitas vezes (praticamente todas) quando vamos aconselhar alguém sobre o perigo das drogas, do álcool, do cigarro ou de qualquer outra coisa enfatizamos muito o lado ruim e nos esquecemos de dizer que tudo tem um lado bom na vida. E por incrível que pareça, as drogas tem o seu lado “bom”. Falamos dos riscos sociais, legais e da dependência, mais não falamos que elas trazem algum prazer (senão ninguém as usaria).
Falamos que o Álcool causa doenças como as gastrites, úlceras, hepatite, cirrose, diminuição da força muscular das pernas, doenças do coração, derrame, impotência sexual e muitas outras.
Que o alcoolismo é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, que está associado a cerca de 50% dos acidentes com morte, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios, isto é fato. Mais também é fato e não podemos nos esquecer de falar do lado “bom” da coisa. No inicio a ingestão de bebidas alcoólicas lhe da a sensação de liberdade, coragem e poder. Sensações de euforia, pois o álcool é um estimulante, deixa as pessoas menos desinibidas (pela sua ação depressora sobre os centros inibitórios do cérebro, o álcool é um desinibidor por excelência.), “alegres”, mais falantes. Algumas pessoas relatam que, quando bebem têm a sensação de que são mais cultas, inteligentes, simpáticas, bonitas, ricas e sensuais, uma ou várias sensações combinadas.
Falamos que o cigarro causa inúmeros malefícios cardiológicos e respiratórios. É fato que a totalidade dos gastos sociais decorrentes do tabagismo supera em muito a arrecadação de impostos que ele proporciona: o câncer, segunda causa de morte por doença no país, é responsável por grandes gastos com tratamentos e internações hospitalares, uma vez que 90% dos cânceres de pulmão e 30% de todos os outros tipos de câncer são devidos ao tabagismo. As doenças cardiovasculares, primeira causa de morte no país, bem como a bronquite crônica e o enfisema, estão diretamente relacionadas ao uso de tabaco e geram importantes gastos na área da saúde.
Porem, não podemos nos esquecer que graças a suas propriedades psicoativas, o cigarro é capaz de provocar sensação prazerosa, estimulante e ansiolítica (diminuição da ansiedade), e desta forma aplacar o mal-estar sentido pela pessoa, tirando-lhe a chance de enfrentar essas situações com seus próprios recursos, aprender e se desenvolver com elas, proporcionando uma “fuga”. Ele traz a sensação ao fumante de bem-estar. Inicialmente, o indivíduo utiliza o cigarro como um excitante artificial. Porém, chega em um ponto, com altas doses de nicotina num indivíduo estressado, que o cigarro terá um papel de calmante artificial. Como a pessoa não ficará doente no inicio, ela sentirá este “bem-estar” e associará que o cigarro não é tão ruim assim como as pessoas dizem, que as pessoas exageram.
Falamos que a droga é uma droga (e realmente é), que leva a morte e etc. Mais nos esquecemos das “boas sensações” que elas trazem inicialmente.
Muitas drogas têm propriedades anestesiantes e tranquilizantes. Outras induzem à euforia e ao delírio, aumentando a atividade cerebral, o usuário fica ligado, elétrico, em estado de alerta. Outras reduzem o sono e aceleraram o pensamento. Dão a sensação de confiança em si mesmo, de poder e excitação, desejo de contato físico. Segue abaixo a declaração de um usuário:
“A sensação no começo é maravilhosa, não só pelo efeito da erva mas pelo fato de estar entre amigos, amigos dos amigos e amigos novos que acabamos de conhecer. O baseado vai passando de mão em mão, cada um puxando de forma diferente, alguns engasgam, outros engolem a fumaça e você ali no meio daquilo tudo excitado e ao mesmo tempo com medo da policia, bandidos ou qualquer conhecido que passe por ali naquela hora. Depois vem o efeito, você começa a rir de qualquer coisa, e em grupo essas sensações são amplificadas (começa a rir um da mancada do outro). Depois que a onda vai embora vem aquela fome enorme e temos a sensação de que comeríamos um boi inteiro.”
Não estou aqui fazendo apologia ao uso de drogas, mais para que os nossos conselhos em relação a este assunto sejam levados em consideração temos que ser honestos com as pessoas em relação ao uso delas, não somente mostrar o lado ruim mas também o “bom”, pois esta será a sensação inicial experimentada.
Como a família na maioria das vezes é o primeiro grupo social do ser humano, o filho ao ser “enganado” (entendimento inconsciente) pelos pais, poderá perder a confiança naquilo que eles dizem. A questionar negativamente os conselhos dados pelos pais, pois aquilo que eles falam não condiz muitas vezes com as sensações já experimentadas pelos filhos. Assim começam a achar que tudo que os pais falam para aconselha-lhos é mentira, uma forma de querer controlá-los e privá-los dos prazeres da vida .Com isso os filhos passam a acreditar mais nos “amigos” que só falam do lado “bom” da coisa e a ignorar os conselhos dos pais que só falam do lado “ruim”. Para que haja um relacionamento mais reciproco e verdadeiro entre pais e filhos é preciso mais honestidade, respeito pela inteligencias do filhos e menos definições.
Sejamos francos e sinceros em nossas relações com o próximo, mostrando a eles que a vida é feita de escolhas e sempre existe o lado bom e ruim. Isto me fez lembrar uma passagem do velho testamento que se encontra no livro de Deuteronômios capítulo 28 onde DEUS através de Moisés fala ao povo sobre as bençãos da obediência e as maldições da desobediência. DEUS é completamente claro e honesto com o povo, explicando em detalhes o lado bom e ruim das coisas. E como um pai amoroso que é, no capítulo 30 versículo 20 diz: "Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam...". Este é o exemplo deixado pelo nosso pai celestial, devemos ser claros e realistas, mostrando o lado bom e ruim e aconselhando-os a escolher o lado bom, a vida. Este é o papel dos pais. Você não pode estar ao lado do seu filho 24 horas por dia, não pode protegê-lo de tudo e todos, o que você pode fazer é ser honesto em relação a vida e aconselhá-lo a tomar o caminho certo, como diz em Provérbios 22 versículo 6 “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”.
Já vi muitas vezes pais reclamando que filho não vem com manual de instrução. Você esta enganado, DEUS o teu criador e também do seu filho nos deixou a Bíblia, que como eu gosto de dizer “é o manual do fabricante”. Em toda a Bíblia você encontrará o relacionamento entre DEUS e o seu povo, um exemplo de relacionamento entre pais e filhos. Se você quer saber como lidar não somente com a seu filho mais com qualquer ser humano, consulte o manual do fabricante.
Mudando um pouco de assunto, ja que estamos falando de relacionamento entre pais e filhos, não sei quanto a você mais eu sou filha de DEUS. Não tenha a religião de servo, seja “filho”. Aprendi isso num dos livros de David Seamands. Ele diz que:
“O servo é aceito e valorizado baseado naquilo que faz, o filho baseado naquilo que é.O servo começa o dia ansioso e preocupado, querendo saber se o seu trabalho realmente agradará ao Senhor. O filho descansa no amor seguro da família.O servo é aceito por causa da sua habilidade, o filho por causa de um relacionamento.O servo é aceito por causa da sua produtividade e desempenho, o filho tem seu lugar próprio por causa da posição como pessoa.No final do dia, o servo somente terá paz se estiver certo de ter provado o seu valor mediante o trabalho. Na manhã seguinte a sua ansiedade recomeça. O filho pode estar seguro o dia inteiro, e sabe que amanhã a sua situação não mudará.Quando um servo falha, toda a sua posição está em risco; pode perder o emprego. Quando um filho falha, fica sentido porque magoou os pais, e será corrigido e disciplinado. Porém, não tem medo de ser lançado fora. A sua confiança básica descansa em ter o seu próprio lugar e em ser amado, sendo que as suas obras não influenciam a estabilidade da sua posição.”
Sinceramente, nunca tinha parado para pensar nisso. Muitas vezes só ouvimos que somos servos, servos, servos, servos... Mais não podemos esquecer que também somos filhos.
Isto esta na Bíblia queridos, Galatas 4:4-7 nos diz: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: "Aba Pai". Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro.”
O apóstolo Paulo trata claramente com os que queriam impor a lei de Moisés junto com o evangelho de Cristo, legalistas, propondo sujeitar os crentes a sua escravidão. Não podiam entender plenamente o significado da lei dada por Moisés. Eles estavam sujeitos a tantos rituais e observâncias fatigosas, pelos que eram ensinados e mantidos sujeitos como uma criança a tutores e curadores.
Temos que viver como filhos, não como escravos. Apesar da lei mosaica ser santa e elevada, Paulo se referiu a ela como algo ultrapassado se fosse usado como condição básica para a salvação. Ao enviar Seu filho JESUS, DEUS resgatou-nos do domínio da lei, para que fossemos livres e alegres na casa do pai. Não somos mais meninos, menores de idade, ou escravos, mas filhos e herdeiros de DEUS. Isto não quer dizer que não sejamos mais servos, mas que não somos “apenas” servos, somos filhos também, e um filho serve ao seu pai por amor, não por obrigação como os escravos. Estamos debaixo do mesmo teto que CRISTO, e temos o direito de ter toda a sua graça e auxilio. JESUS já nos libertou, não devemos nos desviar da simplicidade da fé em CRISTO e passar a confiar em ritos, cerimonias e numa rotina estabelecida. Isso nos levará de volta a escravidão.
Senti vontade de compartilhar essas palavras com vocês por que saber de forma consciente que sou filha e não mais/somente serva, fez ampliar o meu horizonte, me fez ver quem eu sou, qual o meu lugar e fez uma enorme diferença em como vejo a DEUS. Não como um Senhor distante que nunca consigo alcançar, mais como um pai amoroso que me carrega no colo quando não consigo caminhar.
Isso foi só um parênteses, voltando ao nosso assunto inicial, espero que você reflita, assim como eu refleti em como abordar não somente o assunto relacionado a drogas, mais em tudo na vida. Todos os dias temos que tomar decisões, então devemos ser o mais honesto, claro e realista com as pessoas, principalmente os pais em relação aos filhos, pois muitas vezes eles tomarão uma decisão baseados naquilo que você fala e faz. DEUS te abençoe e te dê sabedoria.





























